O frio da noite facilmente é aquecido com um cálice de vinho.
Já o frio que vem da alma, esse já não é facilmente vencido.
Por certo que a bebida ajuda a entorpecer o corpo, mas a sensação que permanece é de pleno e inevitável vazio.
Um vazio "cheio" de remorsos e arrependimentos, daqueles que fazem arder o espírito e arrepiar nossa consciência.
Realmente o vagar desgovernado de nossa existência indica a mediocridade de tantas banalidades que por vezes nos enchem de empáfia, mas que se bem medidos somente servem para aumentar nosso estado de transe hipócrita.
Nessa noite fria de inverno, realmente me surpreende quando vislumbro o quanto coisas que relegamos a segundo plano eram importantes, ao passo que tantas imperfeições de nossa carcaça são bejuladas e tratadas como vitais a nossa existência, quando não passam de meras adjacências, subúrbios da cidade chamada vida.
Amores são imprescindíveis, amantes são descartáveis e não acrescentam absolutamente nada.
A fé é vital, enquanto a crença no consumismo e no exibicionismo são apenas demostrações de nossa vil ignorância.
Os amigos, esses podem ficar ausentes por anos e anos, e ainda assim sempre estarão dispostos a doar um sorriso, um abraço, um trago, um incentivo, enfim, são leais e eternos.
Já amizades de ocasião não resistem ao primeiro distúrbio, seja por arrogância ou orgulho, seja por interesse puro, seja por não saber o real sentido da palavra amizade.
Com certeza todos já experimentamos de ambas as possibilidades.
Brindemos a família, aos amigos, aos amores e a todos os que ao passarem por nossas vidas deixaram um pouco de si, enriquecendo nossa existência seja de que maneira for, afinal forjamos nosso ser a partir de experiências das mais variadas.
Realmente ao escrever essas humildes e mal traçadas linhas, sinto-me melancólico e saudosista, a medida em que me ressinto de não ter aproveitado vários momentos sublimes da vida, que passaram despercebidas na correria e na atribulação que criamos em nossas vidas.
Mais uma vez prometo procurar o real sentido da vida na simplicidade com devemos nos portar perante a sociedade.
Na humildade que devemos externar para com nossos semelhantes.
Prometo dar graças a cada nascer e em cada por do sol.
Prometo caminhar mais pelos campos e matas, vales e montanhas.
Prometo admirar cada queda d'água e cada riacho.
Prometo cativar as pessoas ao meu redor.
Prometo lutar desesperadamente por aquilo que acredito e não desperdiçar oportunidades de dizer às pessoas aquilo que tenho vontade, ou seja, se for para se arrepender depois, que seja fazendo, realizando, amando.
Enfim, prometo não desperdiçar mais tempo com futilidades, amar a vida e agradecer a Deus por simplesmente existir.
Mas o vinho acabou e o frio persiste, porém, minh'alma se aqueceu.
Estou aquecido de felicidade e revigorado para o novo dia que se iniciará pela manhã.
Que Deus continue iluminando a Terra. Amém.
terça-feira, 7 de julho de 2009
sexta-feira, 3 de abril de 2009
RASGUEMOS OS CÓDIGOS
Os estudantes de Direito vão às faculdades munidos de toda a boa vontade para aprender e se entusiasmam ao adentrarem no mundo júrídico, se extasiando com o apredizado adquirido.
São várias teorias sobre diversos assuntos, alguns extremamente polêmicos e controvertidos e outros já pacificados pela doutrina e pela jurisprudência.
O que choca os já formados operadores do direito é a desfaçatez com que Ministério Público e Magistratura simpesmente ignoram preceitos legais e princípios constitucionais, negando na prática e no caso concreto aquilo que é consolidado e garantido em Lei.
Algumas decisões tomadas realmente fazem com que nos perguntemos: "mas não foi isso que eu aprendi na faculdade".
Rasguemos os códigos, pois estes já não são mais seguidos na prática, onde alguns magistrados preferem fazer a lei por conta própria, ignorando direitos do cidadão, em nome de uma pretensa ordem pública.
Engraçado é a falta de fundamentação nas decisões que escancaradamente fraudam o ordenamento jurídico, obviamente por não ser possível justificar uma arbitrariedade tendo como fulcro a legislação pátria.
Compreensível que a prática realmente acaba diferindo das teorias acadêmicas, mas isso não significa de forma alguma que os Códigos existentes possam ser aviltados e ignorados, com não raramente vem acontecendo em nossas comarcas.
E por mais incrível que pareça, decisões absurdas e ditatoriais, fundamentadas em meras suposições, tem sido acatadas por nossos Tribunais, que visivelmente não estudam o caso concreto e com fundamentações ainda mais esdrúxulas mantem as decisões de primeiro grau.
Realmente, diante da calamidade em nosso Judiciário, é que só há uma saída para que as agressões ao ordenamento jurídico deixem de acontecer: RASGUEMOS OS CÓDIGOS.
São várias teorias sobre diversos assuntos, alguns extremamente polêmicos e controvertidos e outros já pacificados pela doutrina e pela jurisprudência.
O que choca os já formados operadores do direito é a desfaçatez com que Ministério Público e Magistratura simpesmente ignoram preceitos legais e princípios constitucionais, negando na prática e no caso concreto aquilo que é consolidado e garantido em Lei.
Algumas decisões tomadas realmente fazem com que nos perguntemos: "mas não foi isso que eu aprendi na faculdade".
Rasguemos os códigos, pois estes já não são mais seguidos na prática, onde alguns magistrados preferem fazer a lei por conta própria, ignorando direitos do cidadão, em nome de uma pretensa ordem pública.
Engraçado é a falta de fundamentação nas decisões que escancaradamente fraudam o ordenamento jurídico, obviamente por não ser possível justificar uma arbitrariedade tendo como fulcro a legislação pátria.
Compreensível que a prática realmente acaba diferindo das teorias acadêmicas, mas isso não significa de forma alguma que os Códigos existentes possam ser aviltados e ignorados, com não raramente vem acontecendo em nossas comarcas.
E por mais incrível que pareça, decisões absurdas e ditatoriais, fundamentadas em meras suposições, tem sido acatadas por nossos Tribunais, que visivelmente não estudam o caso concreto e com fundamentações ainda mais esdrúxulas mantem as decisões de primeiro grau.
Realmente, diante da calamidade em nosso Judiciário, é que só há uma saída para que as agressões ao ordenamento jurídico deixem de acontecer: RASGUEMOS OS CÓDIGOS.
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