terça-feira, 14 de dezembro de 2010
O BONDE
Depois de muito tempo resolvi voltar a escrever. Engraçado como o tempo as vezes passa e nos esquecemos de como as coisas boas desapareceram de nossas vidas e não nos demos conta disso. O tempo joga contra as vezes, e parecemos inebriados com algo que logo passa e o torpor deixado parece nos puxar pra baixo assim que aquilo se esvai. Mas é preciso resgatar-se, desatar os nós e voltar a perseguir o bonde. Sim, porque o bonde não volta, apenas segue seu caminho. Mas as vezes reduz sua velocidade para que possamos alcançá-lo. Contudo, para alcançá-lo é necessário audácia, diria até utopia. Sim, isso mesmo, Utopia, porque a utopia se concretizada nos faria até ultrapassar o bonde. Mas não é preciso ultrapassar o bonde, apenas chegar perto dele, para que alguém lá dentro possa nos puxar. Quanto mais deixamos de atentar para as coisas boas e simples da vida, mais nos anestesiamos e ficamos distantes do referido bonde. Aquele que tem um único itinerário, seguindo sempre em frente, rumo ao êxtase, ao futuro esplendoroso, rumo a epopéia. Não podemos mais retardar a aquisição do bilhete, mas não basta a compra, é preciso estar na estação certa e na hora exata, ou o comboio passa e não volta mais. E é sempre mais complicado correr atrás, o que não implica dizer que não valha a pena. Portanto, prepare-se, esteja preparado, pois o bonde passará a qualquer momento. Mas se por acaso você o perder, não tem problema. Basta alegria e confiança, e obviamente a disposição para buscar seus objetivos e utopias, pois isso fatalmente o fará alcançar o vagão tão almejado. Tomemos a condução que nos levará ao nosso destino, que é a felicidade, tão ansiosamente projetada por Deus para nossa existência.
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